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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

USO DO AMBIENTE MOODLE PARA O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM


A Educação a Distância (EAD) pode ser bordada como uma modalidade educacional que utiliza processos que vão além da idéia de superar a distância física. As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) não servem apenas para diminuir a distância física entre aqueles que aprendem e aqueles que ensinam, elas são eficazes em várias situações, inclusive nos cursos presenciais. Essa abordagem não é original, pois tem uma proximidade com o conceito de distância transacional de Moore (1996), que considera a distância educacional não do ponto de vista físico, mas do ponto de vista comunicativo.
   Educar com o auxílio da Internet, ajuda na quebra das ‘barreiras’ geográficas, culturais e socioeconômicas, tendo em vista que de qualquer ponto do planeta, as mesmas informações disponíveis podem ser acessadas através da rede. Ou seja, a Internet proporciona a ‘democratização’ da educação.
   Ao utilizar a Internet no processo de ensino-aprendizagem, o mais importante é destacar como a rede será utilizada quanto à originalidade, à criatividade, à segurança, etc., devendo estes tópicos, serem estabelecidos dentro de cada sala de aula, por cada educador.
            O uso da Internet leva-nos a acreditar em uma nova era e dimensão qualitativa do ensino-aprendizagem. Através desse uso, coloca-se o ato educativo mais voltado para uma visão cooperativa. Além do que, a utilização das redes, traz à prática pedagógica um ambiente mais atrativo, onde o educando se torna capaz, por meio da auto-aprendizagem e de seus educadores , de poder tirar proveito dessa tecnologia para a sua vida.
             A Internet proporciona um ambiente interativo e graficamente muito rico e atrativo. Possibilita aos professores (educadores), por exemplo, disponibilizar os conteúdos abordados na sala de aula em tempo real para os educandos (alunos), através de dispositivos e ferramentas como webcams, websites, etc., disponíveis na Internet. A rede também permite a pesquisa e a troca de informações em tempo real através dos sistemas de messengers (mensagens instantâneas) e do serviço VOIP, por exemplo, que consiste em um serviço de voz através do ambiente web, podendo ser acessados de dispositivos como computadores e celulares.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A história da Educação a Distância


 A história da Educação a Distância


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                    A educação a distância (EaD), em sua forma empírica, é conhecida desde o século XIX. Entretanto, somente nas últimas décadas passou a fazer parte das atenções pedagógicas. Ela surgiu da necessidade do preparo profissional e cultural de milhões de pessoas que, por vários motivos, não podiam frequentar um estabelecimento de ensino presencial, e evoluiu com as tecnologias disponíveis em cada momento histórico, as quais influenciam o ambiente educativo e a sociedade.
                Apesar de parecerem novos, os cursos de Educação a  distância já existem desde 1890 na Alemanha,  e desde 1881 na Universidade de Chicago, que oferecia um curso da língua hebraica por correspondência. Há documentos que provam que já no início do século XX existiam produções de filmes educacionais e também transmissões radiofônicas, todas nos Estados Unidos.
                  Com a Revolução Científica iniciada no século XVII, as cartas comunicando informações científicas inauguraram uma nova era na arte de ensinar. Segundo Lobo Neto (1995), um primeiro marco da educação a distância foi o anúncio publicado na Gazeta de Boston, no dia 20 de março de 1728, pelo professor de taquigrafia Cauleb Phillips: "Toda pessoa da região, desejosa de aprender esta arte, pode receber em sua casa várias lições semanalmente e ser perfeitamente instruída, como as pessoas que vivem em Boston".[6]
                No século XIX, em  1833, um anúncio publicado na Suécia já se referia ao ensino por correspondência, e na Inglaterra, em 1840, Isaac Pitman sintetizou os princípios da taquigrafia em cartões postais que trocava com seus alunos. No entanto, o desenvolvimento de uma ação institucionalizada de educação a distância teve início a partir da metade do século XIX.
               Em 1856, em Berlim, Charles Toussaint e Gustav Langenscheidt fundaram a primeira escola por correspondência destinada ao ensino de línguas. Posteriormente, em 1873, em Boston, Anna Eliot Ticknor criou a Society to Encourage Study at Home. Em 1891, Thomas J. Foster iniciou em Scarnton (Pensilvânia) o International Correspondence Institute, com um curso sobre medidas de segurança no trabalho de mineração.
               Em 1891, a administração da Universidade de Wisconsin aceitou a proposta de seus professores para organizar cursos por correspondência nos serviços de extensão universitária. Um ano depois, o reitor da Universidade de Chicago, William R. Harper, que já havia experimentado a utilização da correspondência na formação de docentes para as escolas dominicais, criou uma Divisão de Ensino por Correspondência no Departamento de Extensão daquela Universidade, surgindo  o primeiro curso universitário de Educação a Distância   na Universidade de Chicago, com material enviado pelo correio. Depois, em 1906, a Calvert School, em Baltimore, EUA, tornou-se a primeira escola primária a oferecer cursos por correspondência.
                   Por volta de 1895, em Oxford, Joseph W. Knipe, após experiência bem-sucedida preparando por correspondência duas turmas de estudantes, a primeira com seis e a segunda com trinta alunos, para o Certificated Teacher’s Examination, iniciou os cursos de Wolsey Hall utilizando o mesmo método de ensino. Já em 1898, em Malmö, na Suécia, Hans Hermod, diretor de uma escola que ministrava cursos de línguas e cursos comerciais, ofereceu o primeiro curso por correspondência, dando início ao famoso Instituto Hermod.
                 Já no final da Primeira Guerra Mundial, surgiram novas iniciativas de ensino a distância em virtude de um considerável aumento da demanda social por educação. O aperfeiçoamento dos serviços de correio, a agilização dos meios de transporte e, sobretudo, o desenvolvimento tecnológico aplicado ao campo da comunicação e da informação influíram decisivamente nos destinos da educação a distância.
              A partir daí, começou a utilização de um novo meio de comunicação, o rádio, que penetrou também no ensino formal. O rádio alcançou muito sucesso em experiências nacionais e internacionais, tendo sido bastante explorado na América Latina nos programas de educação a distância do Brasil, Colômbia, México, Venezuela, entre outros. Após as décadas de 1960 e 1970, a educação a distância, embora mantendo os materiais escritos como base, passou a incorporar articulada e integradamente o áudio e o videocassete, as transmissões de rádio e televisão, o videotexto, o computador e, mais recentemente, a tecnologia de multimeios, que combina textos, sons, imagens, assim como mecanismos de geração de caminhos alternativos de aprendizagem (hipertextos, diferentes linguagens) e instrumentos para fixação de aprendizagem com feedback imediato (programas tutoriais informatizados) etc..
               Atualmente, o ensino não presencial mobiliza os meios pedagógicos de quase todo o mundo, tanto em nações industrializadas quanto em países em desenvolvimento. Novos e mais complexos cursos são desenvolvidos, tanto no âmbito dos sistemas de ensino formal quanto nas áreas de treinamento profissional.
                 A educação a distância foi utilizada inicialmente como recurso para superação de deficiências educacionais, para a qualificação profissional e aperfeiçoamento ou atualização de conhecimentos. Hoje, cada vez mais foi também usada em programas que complementam outras formas tradicionais, face a face, de interação, e é vista por muitos como uma modalidade de ensino alternativo que pode complementar parte do sistema regular de ensino presencial. Por exemplo, a Universidade Aberta oferece comercialmente somente cursos a distância, sejam cursos regulares ou profissionalizantes. A Virtual University oferece cursos gratuitos.
                  O desenvolvimento da Educação a Distância pode ser descrito basicamente em três gerações, conforme os avanços e recursos tecnológicos e de comunicação de cada época.
  • Primeira geração: Ensino por correspondência, caracterizada pelo material impresso iniciado no século XIX. Nesta modalidade, por exemplo, o pioneiro no Brasil é o Instituto Monitor, que, em 1939, ofereceu o primeiro curso por correspondência, de Radiotécnico. Em seguida, temos o Instituto Universal Brasileiro atuando há mais de dezenas de anos nesta modalidade educativa, no país…
  • Segunda geração: Teleducação/Telecursos, com o recurso aos programas radiofônicos e televisivos, aulas expositivas, fitas de vídeo e material impresso. A comunicação síncrona predominou neste período. Nesta fase, por exemplo, destacaram-se a Telescola, em Portugal, e o Projeto Minerva, no Brasil;
  • Terceira geração: Ambientes interativos, com a eliminação do tempo fixo para o acesso à educação, a comunicação é assíncrona em tempos diferentes e as informações são armazernadas e acessadas em tempos diferentes sem perder a interatividade. As inovações da World Wide Web possibilitaram avanços na educação a distância nesta geração do século XXI. Hoje os meios disponíveis são: teleconferência, chat, fóruns de discussão, correio eletrônico, blogues, espaços wiki, plataformas de ambientes virtuais que possibilitam interação multidirecional entre alunos e tutores.
         Assim, a Educação deixa de ser concebida como mera transferência de informações e passa a ser norteada pela contextualização de conhecimentos úteis ao aluno. Na educação a distância, o aluno é desafiado a pesquisar e entender o conteúdo, de forma a participar da disciplina.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A Internet como ferramenta de trabalho


 A Internet como ferramenta de trabalho
                      
                   "A Internet é uma Rede Global de Computadores”. Tecnicamente, pode-se definir que "A Internet é a união de um enorme número de redes ao redor do mundo que se comunica entre si através do protocolo TCP/IP".  Protocolo é um conjunto de normas e regras que garante a conexão entre dois ou mais computadores em rede, ou seja, é uma linguagem comum entre diferentes computadores.  Para se fazer uma breve  comparação simbólica é definir a Internet como sendo igual  a uma malha de rodovias (federais, estaduais e vicinais) por onde trafegam bytes sob a forma de pacotes TCP/IP, e por isto, a analogia considerada por muitos ao chamar a Internet de "Super Rodovia da Informação". A organização da Internet é feita a partir dos administradores das redes que a compõem e dos próprios usuários. A Internet, na forma como se apresenta hoje, possibilita a sua utilização para as mais variadas atividades. Ela pode ser usada como ferramenta de trabalho, lazer, diversão, ouvir rádio, telefonar para alguém e  muito mais. A utilização da Internet depende fundamentalmente das necessidades de cada usuário. Para cada aplicação desejada existe um programa especifico a ser utilizado. Se você deseja apenas se comunicar através do correio eletrônico, você usará um programa especifico de e-mail. Se você deseja transferir arquivos de computadores remotos para o seu, você usará um programa especifico para tal fim e assim sucessivamente. De certa forma as aplicações diferentes que você usará na Internet serão tratadas caso a caso daqui por diante, destacando-se a Web onde com certeza você passará a maior parte do tempo em sua navegações.
                No âmbito profissional, existem portais específicos, dirigidos a profissionais da área agrícola, finanças, transportes, logística, educacionais, recursos humanos e de outros segmentos. Eles facilitam o trabalho diário de pesquisa deste público. São pontos de encontro que atraem uma clientela fiél de características específicas. Estes portais estão despertando o interesse de patrocinadores, investidores (incubadoras) e de mega-portais.
                Através de sites de nicho de mercado, compradores pesquisam, fazem cotações e contratam fornecedores de produtos e serviços para suas empresas e fazem negócios tendo em vista a melhor relação custo x benefício possível. Como também
                É importante que o vendedor tenha um site descomplicado, atualizado e com atendimento rápido. No caso de comércio eletrônico, segurança e entregas dentro do prazo são pontos vitais.
               No Setor Educacional a internet  está sendo um dos mais importantes meios para  o Ensino a Distância. Na atualidade a  internet vem tomando conta de toda a comunicação mundial, com suas várias alternativas de comunicação à distância.






Brasil e Piauí priorizam o Combate á Fome


 Brasil e Piauí priorizam  o Combate á Fome
 Por Coordenadoria Estadual de Segurança Alimentar e Erradicação da Fome/ Fome Zero - PI
01 de Dezembro de 2010
        
                                                                 
Embora existam registros de políticas públicas voltadas para a Segurança Alimentar e Nutricional – SAN desde 1930, é apenas em 1993 que o tema da Segurança Alimentar começa a ganhar espaço no debate das políticas públicas, portanto, o papel civilizador de uma Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional é relativamente novo na história brasileira. A mudança que ocorre no País, no trato com a Segurança Alimentar, é a institucionalização e regulamentação desta enquanto Política Pública, sendo responsabilidade da União, Estados, Distrito Federal e Municípios e da Sociedade Civil efetivá-la.
Em 2003, o combate à fome torna-se objeto de política pública no Brasil, quando o Presidente  Lula, em uma elaboração conjunta com a sociedade civil, lança  a “Estratégia Fome Zero”  com o objetivo de articular políticas, programas e ações para garantir acesso à alimentação, sobretudo aos mais pobres. Ao mesmo tempo o CONSEA é novamente implantado, haja vista sua criação em 1993 e extinção em 1995. No Piauí,  essa política foi efetivada com a criação da Coordenadoria Estadual de Segurança Alimentar e Erradicação da Fome e  do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional – CONSEA-PI, pela Lei Complementar nº 28/2003.
              Em 2006, é sancionada pelo Presidente Lula a Lei Orgânica  de Segurança Alimentar e Nutricional que organiza a Segurança Alimentar (nº 11.346) e cria  o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN. Esta Lei, reconhece a alimentação  enquanto direito fundamental de cidadania, reafirma as obrigações do Estado de respeitar, proteger, promover e prover a alimentação adequada e institui a necessidade de haver instrumentos de monitoramento e exigibilidade do Direito Humano à Alimentação Adequada - DHAA.
Sabendo a grande importância da Política de Segurança Alimentar, para o Piauí e para o Brasil, e as exigências da Política,  no dia 1º de julho de 2009 o governador Wellington Dias  sanciona a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado do Piauí.  Na dinâmica dessa trajetória histórica e política, pode-se verificar que atualmente vem ocorrendo um fortalecimento do papel do Estado, desencadeando uma modificação da agenda nacional e estadual de desenvolvimento, na qual as políticas públicas, no horizonte da promoção dos direitos humanos e sociais, passam a fazer parte das metas prioritárias das gestões federais e estaduais. Fato este verificado também nos objetivos do milênio que reafirma o compromisso com a erradicação da fome.
         Os últimos anos foram marcados  por políticas públicas de enfretamento a pobreza e às desigualdades sociais, impulsionadas a partir da estratégia do Fome Zero que hoje é legitimada por uma Lei Nacional e Estadual (política pública). O crescimento da economia, a criação do Bolsa Família, a consolidação de uma Rede de Proteção Social, a desoneração da cesta básica, projetos de Educação Alimentar e Controle Social, a criação dos Restaurantes Populares,  a construção de cisternas, o fortalecimento das iniciativas de desenvolvimento rural sustentável, Programa  Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, os financiamentos do PRONAF, Programa Nacional  de Alimentação Escolar, que se tornou universal aos alunos matriculados na rede pública de educação básica, redução da mortalidade infantil, investimentos em projetos de geração de geração de renda, como: Programa de Aquisição de Alimentos – PAA, avicultura alternativa, piscicultura, produção agroecológica integrada e sustentável – PAIS, empreendimentos produtivos, feiras artesanais regionais, enfim, um conjunto de programas  e ações que foram criados ou significativamente ampliados neste período demonstram a capacidade do Estado de distribuir renda e garantir direitos, enquanto estratégia de desenvolvimento, na União e no Piauí.  Impulsionados pela Política Nacional e pela referência do trabalho a Coordenadoria Estadual de Segurança Alimentar e Erradicação da Fome e o CONSEA-PI tornaram-se órgãos importantes  e estratégicos para a implementação da política pública de segurança alimentar e nutricional no estado, sendo também uma conquista de todos nós que fazemos a segurança alimentar a inclusão do direito  a alimentação  no artigo 6º da Constituição Federal.
O papel do Estado e do Distrito Federal (artigo 7º), segundo a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional é, dentre outros: implantar câmaras governamentais intersetoriais; instituir e apoiar o funcionamento de conselhos estaduais; elaborar, implementar, monitorar e avaliar os Planos de SAN; instituir fóruns bipartite; criar mecanismos e instrumentos de exigibilidade do DHAA; e, realizar o monitoramento e avaliação dos programas e ações de sua competência.  
Pelo exposto, afirmamos a necessidade da consolidação da Política no Estado, seguindo a autonomia predisposta nas diretrizes nacionais,  conforme vem acontecendo  no âmbito Estadual pela Coordenadoria de Segurança Alimentar, que trabalha em uma gestão enxuta, com captação de recursos externos (via elaboração de projetos técnicos, inclusive com reconhecimento nacional), e justamente agora, está sendo implantado e implementado  o Sistema Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Piauí – SISAN-PI, de acordo com as diretrizes nacionais, em 120 municípios do Piauí, projeto este, elaborado pela equipe da Coordenadoria  e aprovado pelo Ministério do Desenvolvimento Social- MDS, pois o esforço de implementação da Segurança Alimentar implica na articulação de trabalho em todas as esferas de governo: União, Estados, Municípios e sociedade civil.   
  Enfim, seguindo as estratégias impulsionadas em 08 anos de construção da Política de SAN, pelo Governo Lula, a presidente eleita Dilma Roussef, dentro de suas prioridades está também  a erradicação da pobreza, onde entendemos que segue-se a proposta e execução da Política Nacional de SAN estabelecida no país. Onde o Nordeste mais especificamente o Piauí terá prioridade no desenvolvimento de ações de combate à fome, pois a realidade do nosso Estado aproxima-se com as propostas e desafios da Presidente.