UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ – UFPI
UNIVERSIDADE ABERTA DO PIAUÍ - UAPI
POLO DE PIRIPIRI
CURSO: FILOSOFIA/ MÓDULO I
DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
PROFESSOR: DR. GILDÁSIO GUEDES FERNANDO
Relatório: Requisitos necessários para EAD de qualidade
Antonio William
Apolinário da Cunha
Cordiano da Costa
Eliana de Castro
Francisca Virterbo
Gerlande Lustosa
Hiltônio Mendes
Laênia Maria
Maria Cecília
Piripiri – PI, 14 de Janeiro de 2011.
FUNDAMENTOS PEDAGÓGICOS PARA MODELAGEM DE AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM – AVA: REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA EAD DE QUALIDADE [i]
1 DIFERENTES ABORDAGENS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
A educação a distância é hoje uma modalidade de ensino que vem se tornado cada vez mais acessível a todos. Existem diferentes tipos: abordagem broadcast, a Virtualização da sala de escola tradicional e o “estar junto virtual”. E que diferencia essas abordagens é o grau de interação entre os tutores e aprendizes.
Segundo os autores Ducher,Naisbitt e Tóffer, o conhecimento é o capital da “sociedade do conhecimento”, por isso essa deve ter uma demanda por melhor e maior quantidade de pessoas qualificadas.
Podemos então, diferenciar Informação de Conhecimento.
A informação são fatos, são dados que pesquisamos, por exemplo: nos livros, na internet. E conhecimento é o reflexo, a compreensão que construímos a partir da informação que obtivemos. O conhecimento é próprio, impessoal e intransferível.
Partindo do princípio de que a educação é um direito de todos, deve-se levar em consideração que a EaD é uma solução bastante viável para o repasse de informação a fim de se construir conhecimento, visto que ela supera tempo e distância.
1.1 Abordagem Broadcast
A abordagem broadcast é o envio de informações dos tutores ao aluno. Nessa abordagem não há retorno para o corpo docente. Mesmo não tendo a certeza de que o aluno construiu seu conhecimento, esta é uma abordagem bastante eficiente, pois a informação é repassada para um grande número de pessoas através da internet.
Nessa abordagem se desenvolve:
1. Material de apoio;
2. Disponibiliza o material de apoio (informação) para o aprendiz;
3. Envia o material de apoio ao aluno.
2 VIRTUALIZAÇÃO DA ESCOLA TRADICIONAL
Outra abordagem é a tentativa da implementação da escola tradicional, via telemática, o professor detém a informação e passa para o aprendiz. É a mesma coisa que acontece na escola tradicional na Ead não é diferente só que a interação professor - aluno é feita via internet.
O professor passa a informação para o aluno que recebe e pode simplesmente armazená-la ou processá-la convertendo o não em conhecimento. Para saber se a informação foi ou não processada o professor apresenta ao aprendiz uma situação em que ele é obrigado a usar a informação fornecida.
Nessa abordagem a existência da interação aluno-professor, faz com que o número de alunos seja menor do que na abordagem Broadcast.
Mesmo com uma qualidade um pouco melhor de que a abordagem Broadcast, a interação aluno-professor pode não ser ainda suficiente para criar condições para o aluno construir o conhecimento.
2.1 O Estar Virtual
A implantação de situações que permitem a construção de conhecimento envolve o acompanhamento constante do aprendiz. Tal assessoramento pode ser feito via internet o que permite além de dar significado ao que se está realizando, construir novos conhecimentos e nova linguagem. Porém esta atuação via internet não deve ser vista como uma ação convencional da EAD. Ou seja, algo fechado concluído e finalizado.
A internet neste caso é apenas uma linguagem, um meio cujo fim é a construção do conhecimento a partir das informações evidentes, dadas as devidas interações professor-aluno e vice-versa. Assim, no dizer de José Armando Valente, a interação do professor com o aluno deve ser no sentido de usar a internet para a realização do ciclo descrição – execução –reflexão – depuração – descrição (Valente, 1999ª).
Um ponto que merece destaque nesta abordagem de construção do conhecimento via telemática, dentre tantas outras é que o professor não consegue atender mais que 20 alunos. Talvez este fosse um modelo para a atual escola de forma geral pois ao que se ver neste perfil de abordagem educacional de alta qualidade,que permite a preparação dos cidadãos aptos a participarem da sociedade do conhecimento e isto já é de fato o grande mote da atualidade.
São várias as experiências educacionais no Brasil via internet e todas elas já celebram excelentes resultados. O que se poderia afirmar que este “estar junto” virtual termina sendo uma ótima oportunidade de aprendizagem para todos os alunos e professores envolvidos o que se poderia dizer que certamente este é um meio de aperfeiçoamento educacional para os tempos atuais.
3 IMERSÃO NO MUNDO DA EAD
EAD é, por definição, um processo educativo em que a aprendizagem é realizada com a separação física – geográfica e/ou temporal – entre participante (aluno) e formador (especialista). Esse distanciamento pressupõe um processo de comunicação que induz à aprendizagem mediante a utilização de um conjunto de recursos tecnológicos que ultrapassa a comunicação oral.
O desenvolvimento dos recursos tecnológicos nos últimos anos permitiu que grande parte dos computadores em uso troquem informações – por meio de imagens, áudio e texto – e criou condições novas e extremamente atraentes para o estabelecimento da Internet, e das tecnologias a ela associadas, como um suporte ideal para a educação e o ensino a distância.
Os termos educação à distância e ensino a distância têm sido utilizados de modo indiscriminado por diversos estudiosos mas, na prática, há diferenças relevantes entre os dois conceitos. O conceito de ensino está mais associado às atividades de instrução, transmissão de conhecimentos e informações, adestramento e treinamento. O conceito de educação refere-se à prática educativa e ao processo de ensino-aprendizagem que leva o aprendiz a aprender a aprender, à saber pensar, a criar, a inovar, a construir conhecimentos, a participar ativamente de seu próprio crescimento. Há situações e objetivos que se esgotariam no ensino, mas a proposta mais abrangente e fundamental está, por certo, na educação (Landim, 1997).
A EAD, mediada por computador, é a modalidade educativa possibilitada pela disseminação de computadores pessoais e pela popularização da Internet. Nessa modalidade, os participantes/alunos estão fisicamente separados e o processo de aprendizagem é realizado fora do estabelecimento de ensino tradicional. Os participantes estudam no local que mais lhes convém e no seu próprio ritmo, podendo mais facilmente conciliar a aprendizagem com compromissos pessoais e profissionais.
Essa modalidade de educação requer a utilização de várias tecnologias educativas que facilitam tanto a aprendizagem, como a comunicação entre formadores e participantes. Estes são orientados por formadores (freqüentemente especialistas nos assuntos que ensinam), recebem materiais pedagógicos que permitem estudar onde e quando preferirem, e são avaliados por meio de trabalhos escritos e, normalmente, de um exame final. A Internet é hoje o principal suporte dessa interação (Landim, 1997).
Nos cursos a distância interessa conhecer, discutir e aprender a usar – além da informação e dos conteúdos específicos – também os recursos para pesquisar, armazenar e gerenciar o conhecimento.
Todas essas etapas visam a tornar o participante cada vez mais crítico em relação a seus desempenhos e a fazer com que consiga construir, de modo autônomo e responsável, as novas competências que necessite.
O que vem a ser EAD?
A vida moderna tem exigido das pessoas novos conhecimentos e habilidades a cada momento: uso de terminais bancários, cartões de crédito, Internet, declarações de Imposto de Renda via computador e muitas outras coisas. Na área profissional, essas exigências são ainda maiores: processos modernos de trabalho, informática, qualidade, inglês e espanhol, entre outros.
Por outro lado, não é fácil atender essa demanda de conhecimentos, pois, o dia-a-dia das pessoas vem sendo cada vez mais sobrecarregado, dificultando a busca de escolas e cursos presenciais. A Educação a Distância (EAD) tem sido cada vez mais empregada para atender a esses tipos de demanda. Não precisamos gastar tempo e dinheiro com transporte, muitas vezes não precisamos de escolaridade formal, podemos concentrar os esforços naquilo que estamos necessitando e podemos nos comunicar rapidamente por telefone ou correio eletrônico, se temos dúvidas. Por tudo isso, a EAD tem crescido muito nos últimos tempos.
As estratégias de educação a distância foram concebidas para promover o conhecimento, independentemente das situações de ensino presencial que ocorrem na sala de aula. Isso porque percebeu-se que as pessoas têm condições de aprenderem sozinhas, interagindo com materiais de ensino, professores distantes, colegas, amigos, comunidade ou com o meio ambiente. Embora utilizada desde o século passado, o uso da Educação a Distância vem crescendo em volume e importância nos últimos anos, principalmente por duas razões: aumento na demanda de educação, que não consegue ser atendida por meio do ensino presencial e expansão das tecnologias de telecomunicações e informática, que facilitam a comunicação entre pessoas distantes.
Para facilitar a compreensão do significado dos conteúdos a estudar, os textos são redigidos de forma clara, simples e precisa; as idéias centrais são esclarecidas com exemplos e, quando possível, com gráficos, animações, seqüências de áudio ou vídeo; nos momentos apropriados são oferecidas oportunidades para que o aluno verifique sua compreensão e pratique os conteúdos estudados. Comunicação freqüente do aluno com o professor, tutores, monitores, colegas, amigos e outras pessoas da comunidade. Desde o início das atividades de educação à distância, foram realizados esforços para a produção de bons materiais de ensino. No entanto, estudos e pesquisas mais modernas vêm indicando que o envolvimento dos alunos e a interação freqüente com outras pessoas é tão importante para a aprendizagem quanto a clareza dos materiais de ensino. Essa é uma das razões porque a Internet tem sido tão utilizada para a EAD.
4 AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM – AVA
Com uma abundância de novos espaços eletrônicos de interação e a explosão da educação a distância, há a tendência de que esses espaços eletrônicos sejam cada vez mais utilizados para facilitar a aprendizagem, tanto como suporte para distribuição de materiais didáticos quanto como complementos aos espaços presenciais de aprendizagem.
Para Galvis (1992, p. 52), “um ambiente de aprendizagem poderá ser muito rico, porém, se o aluno não desenvolve atividades para o aproveitamento de seu potencial, nada acontecerá”. O ambiente de aprendizagem é um sistema que fornece suporte a qualquer tipo de atividade realizada pelo aluno, isto é, um conjunto de ferramentas que são usadas em diferentes situações do processo de aprendizagem.
Na possibilidade da construção de conhecimento pelo aluno por meio da concepção de ambientes de aprendizagem, destaca-se a natureza construtivista de aprendizagem: os indivíduos são sujeitos ativos na construção dos seus próprios conhecimentos. Segundo Ferreira (2001), existem alguns pressupostos básicos na forma como Piaget teorizou que devem ser levados em consideração se desejarmos criar um “ambiente virtual construtivista”.
A primeira das exigências é que o ambiente permita, e até obrigue, uma interação muito grande do aprendiz com o objeto de estudo. Essa interação, contudo, não significa apenas apertar teclas ou escolher opções de navegação. A interação deve ultrapassar isso, integrando o objeto de estudo à realidade do sujeito, dentro de suas condições, de forma a estimulá-lo e a desafiá-lo, ao mesmo tempo permitindo que novas situações criadas possam ser adaptadas às estruturas cognitivas existentes, propiciando o seu desenvolvimento. A interação deve abranger não só o universo aluno e computador, mas, preferencialmente, também o aluno e professor, com ou sem o computador (FERREIRA, 2001).
Segundo Oliveira e Pereira (apud RIBEIRO, 2001), acredita-se que os ambientes Web devem ser concebidos para apoiar a aprendizagem, providenciando mecanismo de representação do espaço conceitual diferente das ligações e nós do hiper espaço, e instrumentos para aprender construir, modificar e interagir com o seu próprio mapa conceitual. As ligações entre nós devem ser visíveis, e aquelas que forem percorridas deverão estar assinaladas, apoiando, assim, a aprendizagem.
Qualquer ambiente deve permitir diferentes estratégias de aprendizagem, não só para se adequar ao maior número possível de pessoas, que terão certamente estratégias diferentes, mas também porque as estratégias utilizadas individualmente variam de acordo com fatores como interesse, familiaridade com o conteúdo, estrutura dos conteúdos, motivação e criatividade, entre outros. Além disso, deve proporcionar uma aprendizagem colaborativa, interação e autonomia, o que será tratado nos próximos subitens.
4.1 Tecnologias da informação e comunicação
Tecnologia da informação e comunicação (TIC) pode ser definida como um conjunto de recursos tecnológicos, utilizados de forma integrada, com um objetivo comum. As TICs são utilizadas das mais diversas formas, na indústria (no processo de automação), no comércio (no gerenciamento, nas diversas formas de publicidade), no setor de investimentos (informação simultânea, comunicação imediata) e na educação (no processo de ensino aprendizagem, na Educação a Distância).
O desenvolvimento de hardwares e softwares garante a operacionalização da comunicação e dos processos decorrentes em meios virtuais. No entanto, foi a popularização da internet que potencializou o uso das TICs em diversos campos.
Através da internet, novos sistemas de comunicação e informação foram criados, formando uma verdadeira rede. Criações como o e-mail, o chat, os fóruns, a agenda de grupo online, comunidades virtuais, web cam, entre outros, revolucionaram os relacionamentos humanos.
Através do trabalho colaborativo, profissionais distantes geograficamente trabalham em equipe. O intercâmbio de informações gera novos conhecimentos e competências entre os profissionais.
Novas formas de integração das TICs são criadas. Uma das áreas mais favorecidas com as TICs é a educacional. Na educação presencial, as TICs são vistas como potencializadoras dos processos de ensino – aprendizagem. Além disso, a tecnologia traz a possibilidade de maior desenvolvimento – aprendizagem – comunicação entre as pessoas com necessidades educacionais especiais.
As TICs representam ainda um avanço na educação a distância. Com a criação de ambientes virtuais de aprendizagem, os alunos têm a possibilidade de se relacionar, trocando informações e experiências. Os professores e/ou tutores tem a possibilidade de realizar trabalhos em grupos, debates, fóruns, dentre outras formas de tornar a aprendizagem mais significativa. Nesse sentido, a gestão do próprio conhecimento depende da infraestrutura e da vontade de cada indivíduo.
A democratização da informação, aliada a inclusão digital, pode se tornar um marco dessa civilização. Contudo, é necessário que se diferencie informação de conhecimento. Sem dúvida, vivemos na Era da Informação.
Júnior, A. O. (Outubro de 2008). Fundamentos Pedagtógicos para Modelagem de Ambientes Virtuais de Apredizagem - AVA: Requisitos Necessarios para a EAD de qualidade. Anais da II JOrnadacias Cientifica da Faculdade de Ciências Educacionais , p. 15.

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